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quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Sábado a noite.

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Olha para nós aqui, um ano depois, ainda nos evitando em locais públicos. Passei a beber mais porque até o gosto amargo de qualquer bebida, é mais suave do que quando fingi que não sabe de mim mais do que qualquer outro. E você acende esse cigarro pra esquentar teu coração de pedra e teu corpo que longe do meu congela. Juro para aquela não mais tão amiga como quando nos conhecemos, que já não dói fingir que não sei de ti, mas dói e tá estampado até naquela marquinha que tenho na coxa direita daquele tombo que levei indo te ver, aí tento olhar pro cara na minha frente e até me convenço que ele é bonito, mas perco os olhos em você e me pergunto se por trás daqueles óculos e da luz fluorescente que gira por tudo tu não está me olhando, desejando pra que eu não ache os olhos dele tão penetrantes quanto os seus, e quase são, quase porque tu tá ali a cinco passos de distância e simplesmente não posso achar alguém tão misterioso quando você tá dando aquele teu sorriso de lado e fazendo aquela cara de "não-presto-mas-sei-que-tu-gosta-assim", falo uma daquelas ironias, levanto dali com aquelas pessoas tão perdidas quanto você, acho que meio faço parte do teu mundo, meio porque nunca vou entender como quase por estomago pra fora é divertido em um sábado a noite, nós rimos do cara apagado deitado de conchinha na escada, não olho pro lado, mas alguma coisa diz que teus olhos caíram sobre mim, gostou da calça, da blusa, do cabelo e da unha pintada da tua cor favorita? Disfarça que hoje, só hoje não vou te dar meu sorriso envergonhado, porque hoje nós não conhecemos. Mais um copo de algo que o barman que dá em cima de mim me serve to sendo simpática com gente que nem conheço e me sentindo confortável com essas músicas pesadas.

Perguntam-me como me sinto sobre nós, e eu não sinto nada, não hoje. Mas amanhã, ah eu vou sentir um nó na minha garganta, e vou quase morrer sufocada com essa tua indiferença, vou correr pros braços da amiga mais próxima e amaldiçoar até sua quinta geração e por fim vou admitir que te amo mais do que imaginei que pudesse. Por que quando tu me encontraste eu era orgulhosa e hoje virei um montinho de expectativas que tu quase nunca corresponde, sou exatamente aquilo que jurei naquela noite de sexta que nunca seria. 

Mas isso é pra depois, pra quando voltar ao meu estado normal, quando parar de achar graça nesse monte de pessoas que nunca vi, quando não achar ridícula essa tua blusa e seus amigos totalmente esquisitos, agora não, agora só quero fazer parte dessa tal galera descolada, como todas as outras garotas por quem você se apaixonou, pra vê se sente o mesmo por mim, isso é quase mendigar amor, mas olhe pra nós não é isso que estamos fazendo fingindo que esquecemos aqueles domingos? Não é isso que fazemos, mendigamos nossos próprios carinhos e depois dizemos que não aceitamos esmola, quando tudo que passamos são migalhas jogadas ao chão. Nós somos isso, esse quase aconteceu.

Temos que fingir que somos estranhos aos olhos um do outro, por mais que isso quebre cada osso, hoje sou só a garota rindo alto e zanzando de um lado pro outro dessa festa e você é só o cara estranho no canto. Mas jura pra mim que ainda posso ser a que deita na tua cama te conta os medos e ri do teu sarcasmo. Jura, mas não hoje por que é sábado e tudo que quero é viver.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


O primeiro dia em meses, que não fui tão tua.

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Depois de seis meses e alguns dias (já não tão contados no calendário) consegui ser de outra pessoa, não do jeito intenso que tínhamos, mas de um jeito sereno, mais acolhedor tão diferente dos nossos dias. Quando ele me abraçava me sentia segura, sentia que nada podia me afetar e com você não, por que mesmo que me sentisse trezentas vezes mais viva contigo uma parte minha sempre estava morrendo aos poucos, com medo, apreensiva nunca sabendo qual seria o próximo passo, o que haveria depois que a porta fosse aberta, a janela escancarada e estivéssemos sobre olhares, com que personalidade sua lidaria a que quer me ter por perto ou a que me afasta?

Eu pude me mostrar ser livre pra atuar no meu melhor papel, não precisava poupar meu jeito impulsivo e nem mascarar meus receios, veja bem não digo que superou nossos encontros nem nosso jeito de provocar, só digo que me senti parte de algo, gostei de alguém se preocupando com as minhas mãos tão geladas e me aconchegando, sim faltava seus olhos pequeninos me olhando e seu senso de humor arrogante, mas tinha um olhar doce me desvendando e alguém me cuidando. Ainda assim, por segundos lhe comparei, fechei os olhos e quis te contar como o filme que assistíamos era bom, quis escutar suas piadas e saber como anda tua vida sem rumo, mas ainda somos os mesmos que trocavam confidências aos domingos?

Ainda pensamos do mesmo jeito, pelo menos eu não, depois que passou por aqui, passei a ver a vida de outro jeito, paro pra sentir os ventos contrários, sorrio mais do que o costume e tenho um olhar maldoso pras coisas que se aproximam, uns diriam que me congelou, digo mesmo é que me libertou. Aqueles verdes fizeram efeito sobre os meus castanhos e o cacheado loiro se adaptou as minhas mãos, foi verdadeiro como nunca conseguimos ser e sim nunca será como a nós, e isso é o que está me cativando, poder respirar sem pensar em qual próxima fase dita pelas minhas amigas posso avançar.

Voltei me sentindo leve, e sem querer ver seu número no visor do meu celular, mas calma sua nova foto do perfil ainda mexe com a minha estrutura e tua voz me pedindo calma ainda ecoa em minha mente, tu ainda continua aqui, mas de um jeito distante, já sem a vontade insaciável, acho que só sobrou à parte bonitinha de gostar, querer bem… Bem longe se possível, não estragando a nova oportunidade que a vida pôs no meu caminho.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Você que não aceita ser de alguém.

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Minha mãe dizia que existem três coisas horríveis que podemos sentir pelas pessoas: Raiva, nojo e pena, e três coisas horríveis que podem fazer conosco: Mentir, trair e partir. E eu estou te encaixando em todas elas, sem metáforas ou poupar palavras, tenho raiva de como usa a desculpa de não prestar pra machucar as pessoas, não qualquer pessoa e sim a única que aceitava seu jeito que estava disposta a arriscar e você jogou fora porque é mais fácil não se envolver, do que tem medo afinal? De ser abandonado, de admitir que alguém possa te tocar e ferir faz parte da vida é um risco a se correr cada vez que conhecemos uma pessoa, tenho nojo das tuas mãos que já tocaram nas minhas, da tua voz que me prometeu o que estava tramando a quebrar, nojo do abraço que me deu aquele dia e de como não se importaria de ser de outro alguém aonde fui sua, e pena, de como um dia ter todas não vai bastar, beber, fumar e todas as tuas manias erradas que eu aguentava, um dia não vão suprir a falta de ter um ombro pra se encostar  e todas que você magoou vão ter alguém, vão ter te apagado da história delas, e teus amigos vão ter alguém e você estará só por que até a garota que você dizia gostar te deixou até ela cansou de aguentar sua pose de indestrutível, pena de quando perceber que não importa com quantas você ficou em um final de semana e sim com quem você passou a segunda-feira.

Mas eu gostei de você, aturei quando você ia e não dizia se voltava, fiz carinho quando estava cansado do trabalho, escutei as reclamações sobre sua irmã mais nova, me importei quando disse que estava mal e te mandei estudar, arranquei sorrisos seus e fiz piada sobre seus gostos, abusei da minha ironia e deixei você tira sarro do meu desastre, descobri as suas brincadeiras com a sua mãe e fiz parte delas, perdi horas deitada na sua cama, conheci o jeito que gostava que seu travesseiro ficasse, conhecia tuas camisas de ficar em casa e teu perfume quase vazio no canto da cômoda, e eu gostava de fazer parte do seu mundo, o longe das festas e das bebidas, gostava de quando segurava minha mão pra descer a escada e do dia que a manchei horas depois do marido da sua mãe ter a pintado, me contou sua história, da sua bagunça e do seu boletim que por mais bizarro que fosse só havia notas boas, eu vi os desenhos da parede do teu quarto, gostava das brigas pra escolher o canal e de quando me levava no ponto e pedia pra eu me cuidar, de como brincava com meu cabelo, e hoje tudo parece mentira, parece que eram só falas que ensaiava só passos ensaiados, todas as tardes não passaram de brincadeira e aquela pessoa que eu descobri era fingimento também, por que você nunca falou comigo daquele jeito, nunca foi frio, canalha e nem algo assim, e quando vi você dizendo aquelas coisas pra ela, me perguntei qual era a diferença comigo, por que sempre foi mais doce comigo, mas não, você nunca gostou, e jamais te obrigaria a gostar, não seria culpa sua que o efeito que provocava em mim, eu não provocava em você e mesmo que um dia cada um seguisse seu caminho, e aqueles abraços parassem, aqueles dias de janelas fechadas e luzes apagadas acabassem, haveria pelo menos amizade, haveria uma parte minha que sempre iria querer você por perto, pra me perguntar se quero colo, ou me fazer rir com algumas das tuas cantadas péssimas, e agora só o que sobrou é uma magoa escondida. 

Você mentiu, prometeu pra mim que nunca faria e fez, e não é questão de gostar ou amar, e sim de consideração, é questão de ter no mínimo pensando nas vezes que me pediu pra ir te ver e fui às noites que me ligou e me fez conversar a madrugada toda e eu fiquei sem me importar se teria que acordar cedo no outro dia, dos segredos que compartilhamos, mas foi importante só pra mim hoje vejo isso, que estavam certos, que nunca daria em nada, só tinha esperanças que fosse mentira quando me disseram que você não prestava, esperanças que houvesse algo em mim que te fizesse pensar três vezes antes de magoar, e me diz se não havia nada dentro de ti, por que sorria como se eu fosse a sua pessoa preferida no mundo, por que segurava minha mão como se tivesse medo de me perder, por que me tratava como alguém especial, por que reclamava quando não te ligava, era só comodismo de ter alguém que sempre faria de tudo por você?


Já fez tudo pra me ferir, só falta partir não dos meus dias, isso é fácil afinal não se importa com ninguém além de si mesmo, mas quero que parta de dentro de mim, das minhas memórias, das minhas músicas favoritas, dos meus lugares e dos meus textos, que seu número pare de passar pela minha cabeça e que não queira disca-lo a cada segundo, que pare com a confusão que causa em mim. Queria não procurar seu cheiro em cada pessoa, conseguir olhar em outros olhos e não imaginar os teus olhos pequenos quando rir vê outros sorrisos e não lembrar aquele teu de canto, sentir outros carinhos e não comparar aos teus, queria só ser a mesma de seis meses trás, voltar naquela sexta-feira e não me encantar, não te adicionar, ou cortar o assunto quando me mandou aquela piadinha, não ter respondido suas mensagens e não ter te atendido naquele dia, queria não tá escrevendo isso parecendo uma daquelas meninas que sempre debochei, arrasada por quem não merece uma noite de insônia. E quer saber a pior parte, não sinto um fim, sinto que conseguiria perdoar e me jogar pra você de novo e ao mesmo tempo outra parte minha, sente enjoo só de pensar em te ver, náuseas do teu texto ensaiado, da sua mascara de bonzinho e do se tom sarcástico, de pensar que tua boca pode ter se encostado à dela e que pode estar dizendo a ela a mesmas coisas que disse a mim, e a pior coisa é quando do gostar só sobra essa sensação de desprezo, amor é egoísta não aceita virar algo menos, que nem você que não aceita ser de alguém.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Eternamente: É ter na mente... E no coração onde esteja.

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Eu não sei me despedir, não sei dizer tchau em uma conversa simples, quanto mais dizer adeus, e também não quero, não quero aceitar que você se foi, não quero olhar para o céu e saber que partiu sem me dar um abraço. Eu jurei que íamos nos ver que ia rir das tuas piadas cara a cara, mas aquele cara lá de cima te chamou, tu viraste um anjo dele, um anjo com uma das felicidades mais sinceras que já conheci, a vida é rápida e intensa e você viveu cada segundo dela, viveu cada ano dos seus quinze e ainda assim todos nós pedimos mais cinco, quinze, uma eternidade se possível, mas não deu e hoje me arrependo do afastamento, me arrependo de não ter lhe agradecido por todos os conselhos, queria mesmo era pegar um avião e ir pra tua casa, abraçar tua mãe e dizer a ela o quanto a filha dela é especial, a nossa dor é pequenina em frente à dela, mas abraços são sempre bem-vindos.


Lembra quando te disse da minha prima que partiu, eu a imagino como uma estrela que brilha lá no céu  e você virou mais uma delas, a estrela mais brilhante lá de cima. Se estiver vendo todos nós daqui de baixo, saiba que agradeço por ter te tido na minha vida, pode ter sido por uma tela de computador, mas isso não impede a tristeza que se estabeleceu dentro de mim, nem a sensação de vazio, aqui é difícil de entender por que tão cedo, mas ai aonde quer que esteja espero que entenda que todo mundo tem sua hora e a sua foi rápida demais, mas que no tempo que passou entre nós fez alguém sorrir ajudou e acima de tudo realizou alguns de teus sonhos e sentimos orgulho de você. 

Aqui de longe, sinto sua falta e nunca vou esquecer como me acolheu quando eu estava triste, das madrugadas rindo e das histórias compartilhadas. É complicado entender, parece que é um pesadelo, que um dia vou te ver lá online, te chamar e tudo vai ser como antes, que vou viajar e finalmente te conhecer, não pode ser, olho tuas fotos e tudo parece irreal, seu sorriso é nele que me fixo espero que deixe que ele fique na minha memória pra sempre. Isso não é um adeus, é um até logo e psiu menina, obrigada por fazer parte da minha história e de algum jeito ter me deixado fazer parte da sua. Pra não ser tão doloroso, te imagino vendo sua vó e matando a saudade, mas o que faço com a saudade do seu abraço que eu nunca senti. Só queria que estivéssemos mais próximas, mas pelo menos pra mim você está no lugar especial dentro de mim. Até logo, um dia a gente se encontra nessa imensidão do céu azul, fica em paz. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Até breve

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Eu te abracei o mais forte que pude, apoiei minha cabeça no teu ombro pela última vez, trouxe teu perfume comigo, odeio quando teu cheiro vem junto. Acho que eu fui mais eu, do que em qualquer outras vezes que estive em teus braços, disse tudo que estava entalado do meu jeito torto, mas sei que consegue ler em todas as minhas entrelinhas, você tirou todas as duvidas sobre essa tua vida estranha e sem rumo. E vi nos teus olhos que não era a mesma coisa e eu também não era a mesma, não havia amor ou o que havia de parecido entre nós, havia desejo e só, e você foi totalmente distante, na realidade foi o garoto que conheci e depois de conhecer teu outro lado, sinto muito, mas esse não me agrada mais. 

Senti-me sufocada, cada beijo era a última vez que meus lábios encostavam-se aos teus, foi a última vez que gritei teu nome no portão e dessa vez não houve sorrisos, houve uma dor absurda, segurei o choro a cada momento, não conseguia olhar em teus olhos e nosso humor não parecia lá dos melhores, disse brincando as verdades e compreendi que não daria certo, talvez seja como te disse, nos encontramos novamente, quando eu souber agir com essa tua falta de maturidade e excesso de liberdade, mas agora no nosso presente, nunca seria bom, alguém sairia ferido e não me pergunte se amor de fato não é isso, por que nunca foi amor. Nossas risadas eram agonizantes, e o escuro mais confortante porque simplesmente não conseguia te olhar, e aquela implicância toda era seu lado infantil não me deixando partir. Quando começou a falar dessa tal ela pra quem nunca mente, tive vontade de mandar você se calar, só o que estava provocando em mim era nojo, nojo de como brinca com as pessoas, nojo do jeito como anda e de como teus olhos sempre me desvendam demais. E quando eu corri pra alcançar o ônibus estava na verdade correndo de você, e de todas as indecisões, corri pra longe e deixei tudo lá com você naquela calçada. 

Te disse que ia partir, e você riu não acreditando que alguém pudesse escapar, não é questão de poder, e sim de cansar da confusão que faz dentro de mim. Te olhei pela janela, aquele sorriso que aparece sempre nos meus sonhos, aquelas tuas roupas folgadas que combinam com teu corte de cabelo, deixei uma parte minha nessa reticência que tu és, a que partiu antes de se ferir mais. Feito criança inocente fugindo do escuro, e não era isso, eu a menina que escreve demais, diz de menos e sente mais do que deve, se envolvendo com o cara que apaga as luzes do fim do túnel, que bagunça os sentidos, todo mundo sabia que não daria certo. Não segurou minha mão, e percebi que faltava isso, alguém me protegendo quando atravesso as ruas, conhece meu desastre e sabe que preciso de segurança aquilo que você nunca passa e o engraçado era que sempre dizia "Sou eu, fica calma." "Eu estou aqui." e não confortava, você estar aqui nunca mudou o fato que eu me sentia a todo tempo prestes a ser empurrada de um precipício, talvez seja arriscado demais chegar ao teu coração, ou alguém já tenha chegado lá. 

De qualquer jeito, com ou sem alguém, a gente nunca daria certo, diferentes demais, confusos demais, e desapegados. Ainda não deixei lagrimas caírem, algo aqui dentro não se convence do fim, mas como botamos ponto final em algo que nem começou? Ainda sinto teus braços em volta de mim, e como não havia distancia entre nós, você me trazendo pra junto de ti e só ali me senti segura do mundo, estranho como me deixa a beira mar e me resgata da maré, mas isso é um adeus por mais que teus braços sejam acolhedores, tuas palavras nunca serão. Não sei como terminar, nunca soube por pontos finais, então digo lhe apenas até breve.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Mais um de amor.

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Então eu abri os olhos e não eram os seus castanhos claros me encarando, apertei minhas mãos descobri que não eram as suas que as seguravam, senti um perfume que não era o seu, antes de fechar os olhos imaginei que era você só pra tentar me entregar, queria que fosse teus braços me trazendo pra perto do teu corpo e me fazendo perder o equilíbrio, mas não era e tinha que me acostumar com isso, tinha que abrir os olhos e encarar a realidade, tinha que me acostumar a sentir outros gostos pra vê se então começaria a cumprir o que me pediu não gostar de você, mas só pensava na ultima vez que nos vimos os últimos beijos que demos e os olhares que trocamos, eu estava entendendo que poderia passar por outros aconchegos e escutar outras promessas, mas ainda assim no final do dia iria atrás da mesma pessoa de sempre, dar um jeito de mostrar que estou aqui, passar por cima do orgulho sem saber se você vale a pena, por que sabemos que lá no fundo não vale. 

Sorri pra demonstrar que estava gostando, mas você saberia que aquilo não era o meu sorriso, saberia que ensaio ele na frente do espelho já que odeio ser rude com as pessoas, me afastei ainda mais e olhei a pessoa na minha frente, não tinha seu cabelo quase na maquina um que combina com tuas grossas sobrancelhas, que complementam seu nariz delicado e sua boca macia dando o final perfeito, não era sua cara de interrogação me encarando, não era aquelas suas blusas com estampas de bandas de rock que nem ao menos conheço uma música, queria correr pra tua porta, e me jogar em você, pedir baixinho pra cuidar, pra perdoar, e a cada segundo me sinto menos tua, me sinto perdendo e nem ao menos sei se realmente possuía. Troco algumas palavras com a pessoa em minha frente, a música que está tocando, mas ela não conhece sua banda favorita, faço uma piada e ela não entende, compreendo que só você entende minhas piadas, uso um pouco da minha ironia, ele muda de assunto, e eu pergunto se ele gosta de coisas japonesas, me olha com uma cara confusa, e não entende o porquê da pergunta, desconverso e solto minha risada escandalosa, ele sorri e diz que gosta dela, e isso está errado era pra ele zombar dela até eu fazer bico e depois me beijar de surpresa, mas ele não é você, e não importam quantas pessoas eu conheça essa noite, quantas tentem me impressionar, nenhuma me ganha fácil como você. Virei uma dependente dessas tuas cantadas de quinta, desse teu jeito de me levar no olhar, você me bagunça, me desarruma, me desajeita e me dá jeito.

Todo mundo começou a dançar e eu resolvi levar a tal pessoa, mas ele não sabia acompanhar meus passos e não fazia nossas danças cômicas, não ria dos pisões nos pés não tinha o seu jeito engraçado, e as piadas eram melhores que a sua, mas não havia aquela sua gargalhada espontânea no fim, procurei você em cada gesto, mas não vale me enganar e enganar outro alguém só por que somos complicados demais pra dar certo. Dei uma desculpa, disse que bebi demais, eu que não ponho um gole de álcool na boca, me afastei e sentei, me preocupei se aonde quer que estivesse estava bebendo, se está usando seu óculos ou está com aquele casaco da primeira vez que nos vimos. As coisas estavam girando, a música parecia aterrorizante, e as luzes me confundiam, eu queria ele, queria que me abrace e me tirasse dali, não era o local que estava estranho ou fora do contexto, era meu corpo, e ouso dizer que meu coração querendo por finalmente tudo pra fora, o gostar, o amar, os quatro meses carregando algo que não tem nome. Queria mesmo era gritar na frente dele, perguntar oque temos e somos, sem duvidas, elas estão acabando comigo, acho que entendi que guardar faz mal, que é necessário se entregar.

Cá estou eu em uma noite de sábado, como todas as outras que já fui, amigos, bebida, risos e histórias para serem escritas, mas tudo parece vazio, me sinto rasa, incompleta longe da tua respiração quente batendo em meu pescoço, das tuas mãos grandes, deixei uma parte minha contigo, pensei que fosse fácil resgatar, mas não é. Queria que entrasse por aquela porta e me agarrasse, tirasse essa dor e tudo mais aqui dentro. Me sinto perdida, e fraca por depender de  alguém pra ser feliz, ou completamente. Mas não daria certo, sabemos disso, você é confuso e deixa bem claro que não presta, mas logo depois me prende a você, talvez por que gosta de me ter sempre ali, ou algo em mim te faz bem e as vezes queria pedir pra me deixar ir, mas outras esqueço das lagrimas que me fará derramar e dos textos que me fará escrever e pulo de cabeça nessa tua confusão, nas tuas virgulas e vida conturbada, na sua falta de planejamento, no seu futuro nublado. E não adianta tentar afastar como hoje, por que me sinto culpada de tocar outros lábios e de sentir outros carinhos, meu corpo se entregou a você, meu coração se pôs na sua mão, vai usa, machuca, faz o que quer. Eu sou sua, mesmo que eu negue, que tente preencher teu vazio com outros, eu sou sua desde aquela sexta-feira de julho, cada parte minha.

É uma festa e eu preciso fazer valer a pena, então rio lembrando do teu sorriso, danço fazendo nossas coreografias, faço piadas lembrando das nossas, escuto segredos de pessoas alteradas imaginando como seria conta-los para você, nada está bem, ainda sinto o peito afagar e pesar, sinto a saudade sufocar e minhas rimas não estão lá das melhores, rejeitei outros e me prometi fiel a você, mesmo que nada me dê certeza de que fiel a mim, me conheço, quando me dou de corpo e alma tem que ser verdadeiro, sem meias respostas e perguntas no ar. Quase 01h00 da manhã e ainda espero que apareça nesta festa, me puxe e me faça esquecer os receios, depois que apareceu por aqui ando confiante e sonhadora até o último segundo. Opa, é a nossa música que está tocando talvez seja o destino me mostrando que é pra ser, ou só o DJ me pregando uma peça.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Bagunçada e solitária.

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Estou encarado seu casaco que deixou aquela sua blusa que já é minha, e aquele teu relógio, suas coisas estão espalhadas pela minha bagunça, com seu cheiro, seus costumes tudo empregado perto de mim, não tem como te deixar partir. Seus cigarros jogados no canto da prateleira lembram-me das guerras pra você larga-los e hoje estão eles solitários e isso não me conforta, por que até aquela sua fumaça seria mais confortante, do que o vazio. O silêncio faz eco, a janela fechada como naquelas tardes sem ver o mundo lá fora, sua risada de vez em quando ganha do silencio e se estabelece no canto mais escuro do quarto, posso até ver teu sorriso de canto pra termina-la, o celular avisa que tem mensagens novas, alguém bate na porta querendo saber como estou, digo que vazia e cheia, então digamos pela metade quase vazia de esperanças e quase cheia da falta. Ainda posso escutar o som do teu carro indo embora, e da tua voz que media as palavras pra não ser mais doloroso, como se houvesse um modo disto não ocorrer.

A cama continua bagunçada, com todos os registros da ultima noite sentindo teus carinhos, você se foi de manhã, calçou aqueles seus tênis que nunca gostei pôs aquela sua blusa do nosso sexto encontro, passou uma mão no cabelo me deu um beijo e me olhou, sabia que aquilo ali era uma despedida, estava ali em cada parede daquele quarto que tinha chego a hora do adeus, sorri querendo mostrar que entendia o porquê da partida, mas queria mesmo era te abraçar, deitar minha cabeça no teu peito e te pedir baixinho “Fica, por favor, não vai”. Correr atrás, te parar no corredor, olhar no fundo dos teus olhos castanhos puxados para o verde, e decorar cada traço teu, te beijar como naquele filme de romance, segurar tua mão e pedir pra tentarmos novamente, reconstruir os cacos, juntas as migalhas...

Desfaça as malas, joga tua bagunça em cima da minha, põe teus pés pra cima, se acomode aqui e fique. Deixou algumas roupas, e seus velhos vícios talvez pra me lembrar de que uma parte tua está me rodeando, me prendendo ou talvez seja algum tipo de tortura, que sempre achou legal, a música que toca na minha cabeça é a da primeira vez que nos vimos então me sento na beira da cama olho para o lado que ocupou nas ultimas horas, onde está agora, além das fotos espalhadas e do armário quase vazio? Pego sua blusa, que me serve de pijama, me deito na cama e encaro o teto, a gente pensava em se casar, ou eu pensava em me casar, você estava mais pra rodar o mundo talvez seja isso que esteja fazendo agora, sabíamos que não ia durar, mas é como a chuva no fim de uma tarde de verão, a gente nunca quer que ela venha, mas sabemos que ela estará pontualmente tirando as estrelas do céu, como agora encarando o nada, sem brilho algum, mas a chuva que ocorre aqui dentro de mim não passara dentro de meia hora.

Tenho que desfazer a bagunça, devolver seu relógio e seu casaco, deixar sua blusa no fundo da gaveta, sair do meio e virar a direita, ou esquerda qualquer uma onde cada passo não me lembre de seu assobio, ou da sua voz sussurrando meu nome, encher ou esvaziar o copo de vez, abrir a porta e olhar para o corredor sabendo que nunca mais o cruzara, mas por enquanto quero ficar aqui, encolhida na minha própria melancolia, satirizando meu próprio drama, um dia vou abrir a porta e viver, mas agora só quero uma vez na vida sentir uma dor, sem precisar escondê-la. Deixa mensagem na caixa de entrada, as cartas jogadas no sofá, as perguntas pra depois, deixa a minha bagunça nela me acho, ou me perco de vez... Deixe-me sentir o tempo curar, teu cheiro sair, tua risada se calar, me deixa no meu canto, sem encanto, me curando, me enchendo, me transbordando quando estiver pronta pra jogar tudo fora, aviso.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Uma carta feita de forma errada e de mal jeito.

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Eu queria conseguir por para fora tudo que está entalado aqui, por num papel tudo que me faz olhar pro nada e me perder, por um remetente e mandar pro dono de todas essas confusões, queria conseguir escrever algo que fizesse sentido ou pelo menos queria todos os meus sentidos de volta ao ritmo certo, não precisar medir palavras ou conter emoções  ser pura e transparente como era, mas não tem jeito, algo caiu nas minhas águas cristalinas e calmas e hoje estão tumultuadas e borradas, densas e tempestuosas.

Moço, acho que isso é uma carta feita de forma errada e de mal jeito, talvez pra combinar contigo ou seja só minha ironia falando mais alto, é que não daria pra começar com querido, amor ou essas coisas, já que não sei como posso te chamar, então chamemos de moço como naquele livro que amostrou, e disse que eu era como a menina da história, lhe perguntei como ela era e respondeu-me: "calma, verdadeira e surpreendente" posso lhe contar agora que dela não tenho nada, que sou absurdamente nervosa quando não responde minhas mensagens, e que deixei de ser verdadeira a partir do momento que disse para não gostar de você por que não me faria bem, quando na verdade já estou perdida nesse labirinto que você é, então ri e disse que não seria louca o bastante, mas olhe para mim já não sou louca o bastante quando aceitei te querer, e surpreendente é não ter percebido como meus olhos brilhavam naquela ultima vez que nos encontramos, ou será que viu e disfarçou?

Eramos dois estranhos, ou ainda somos e essa indecisão está matando aos poucos, desculpe-me, mas  sou mais verdadeira escrevendo do que dizendo, tenho medo desses teus olhos pequeninos que sempre me transmitem um tremor, será que pode ser aquilo que também rima com dor, mas que alguns dizem que é bom (amor?), não gosto da sua fumaça, mas acho que ela acompanha bem esse teu jeito de andar e de me olhar com cara de quem promete o mundo, e seus gostos me aterrorizam, todos já me disseram que era errado pra alguém tão certa, menina ingenua não é assim que dizem de mim, e mal sabem que gostei de ti por essa perdição toda. Disse-me que quando gosta, gosta mesmo então lhe peço por favor goste um pouco de mim, sem pressões ou justificativas só me diga que há algo em mim que te faz bem.

Naquele julho longo, algo transformou uma noite em três meses, não sei de que, admito que as vezes essas faltas de respostas me consomem. Confesso que acho fofo a maneira de como pra você sou sempre tão pequena e preciso de cuidado. Seu cheiro está comigo moço, desde aquele dia. Sei que era pra ser uma carta lhe dizendo que não suporto mais as noites rodando na cama revivendo teus dizeres só pra ter certeza do que significavam, repassando cada segredo compartilhado pra saber cada pequena mania sua, continua decorando teu quarto com aqueles teus desenhos?

A ultima vez que nos vimos me deixou perdida entre a decisão de ficar ou partir, de não saber desvendar se era pra me testar quando dizia que era pra não gostar de ti ou se era um aviso por que percebeu os primeiros sinais de fumaça que meu corpo emitiu, aliás obrigada por parar com aquela tua fumaça. Me fez ficar entre sorrisos e lagrimas quase caindo, mas no meio daquela euforia algo me protegia, talvez fosse o gosto dos teus lábios que ainda estavam nos meus. Me diga que já deve ter ideia do quanto está me deixando louca, e feliz, feliz por enfim sentir o gosto de se apaixonar. É isso moço, uma das primeiras vezes que lhe escrevo espero que goste e ponha teus óculos para ler, te acho tão lindo com eles. Acho que nós somos uma daquelas coisas que não tem sentido, nem razão e mesmo assim acontecem. É, o fim e torço que seja só o da carta não o nosso. Então ainda me acha parecida com a garota do livro calma, verdadeira e surpreendente?

Com todo "sei la o que temos"
Da garota que você confunde
Para aquele moço que todos dizem, que irá machuca-la.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Naquela velha música que todos já sabem cantar, mas só nós sabemos tocar.

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Você ta sempre batendo as portas, a cada partida sua é mais um som da porta do carro, da sala, da cozinha, mais uma porta entre tantas que você fechou pra nós. E quando volta é o barulho do seu carro fora de moda e que precisa urgentemente de uma nova pintura, que nunca conserta por que acha original, o que temos é quase uma opera, tantas melodias, notas e compassos juntos, as fortes e doloridas, as fracas e acolhedoras, um vai e vem de nós, os nossos que nunca desatam.

Estamos sempre querendo terminar a musica, trecho final, mas continuamos naquele refrão "fica, vai, volta, fica, vai" não que faça sentido, ou vire um hit de verão, mas é assim, nunca botamos um paragrafo e fim, talvez adiemos a ultima nota musical por que preferimos a dor do que o fim, lá no fundo atrás do nosso orgulho que diz que precisamos acabar com tudo isto, há algo que prefere a dor do que o silêncio, nunca fez sentido insistir nessa nossa composição, junção, por que cá entre nós sabemos de trás pra frente e de frente pra trás,  que o som do meu coração não é compatível com os acordes dos teus pensamentos, você tá mais pra um rock e eu pra MPB, acelerado demais pro meu ritmo calmo e frágil.

E ainda sim,você insiste em voltar com sua blusa larga, seu boné de lado e seus palavrões então pra me afastar procuro defeitos,sua barba mal feita, seus vícios horríveis, sua falta de compromisso com a verdade, mas esqueço todos quando me acolhe nos teus braços, naquele calor que já faz parte da minha frieza, nas tuas andanças por outras esquinas. Queria trancar as portas, tampar as janelas, escutar mais meu corpo do que nossos sons, queria passar reto por nossos cantos, e parar aquela sensação estranha de que está sempre faltando uma parte, cessar nossas músicas, caminhar sem precisar da sua mão entrelaçada na minha.

Doí, há moço como doí, sempre que bate outra porta, esbraveja nosso amor e jura nunca mais voltar, dói sentar na cama e escutar os velhos conselhos e dura uma semana aquela rotina de não ter sinal de vida, saber se exagerou no álcool e se perdeu, olhar pras ruas esperando ouvir o som do teu carro retornando pra minha porta com suas desculpas ensaiadas. Doí demais saber que você precisa partir pra assim dar valor e é constrangedor ter a plena certeza que vai dar errado como todas as outras vezes e mesmo assim te espero ali sentada com um sorriso de orelha a orelha como se fosse a primeira briga, e já me perdi nas contas é o que a nossa decima briga este mês?

Me pergunto todas as vezes que te vejo sumindo pela rua, se vou enjoar da nossa repetida música, que toca semana sim e semana não dentro de mim, que ganha as mesmas rimas, antes precisava de novos ares e depois de você passei a precisar só dos teus mesmos sorrisos. Mas isso é só mais um desabafo, por sei que que quando o dia me avisar que está na hora do seu chegar, correrei para aquele teu perfume enjoativo e suas rosas de plastico, pros nossos bares, nossos mares e indecisões. Naquela velha música que todos já sabem cantar, mas só nós sabemos tocar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Duas coisas que me fazem bem (ou não): Escrever e você.

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Hoje eu falei pra mim, que não escreveria uma sequer linha sobre você, jurei que não olharia aqueles textos inacabados que sempre falam de momentos que nunca acontecerão e não tentaria termina-los, escrever era um refugio e agora parece uma prisão com virgulas que sempre me levam a você, acho que em meus textos tem mais suposições de um "nós" que nunca existirá do que pontos finais, de certo desde aquele primeiro olhar não consigo mais terminar nada, acabo presa no meio-termo em apagar as linhas ou continuar a me perder, por fim deixo de lado pra ver se esqueço de como seu olho fica pequeno quando sorrir, mas é inevitável não consigo mais fazer um paragrafo sequer sem ter uma rima oculta sobre seu jeito de me abraçar, deveria ser fácil juntas duas coisas que me fazem bem: Escrever e você.

E parece uma tortura, talvez por que não querer lhe escrever, ponho no papel pessoas que partiram, me machucaram ou que sei que me faram mal, e eu não quero te encaixar nisso, não quero pensar que esse afastamento já é um adeus, que nossos momentos virem mais uma cicatriz e nem quero ter certeza que me fará mal, quero deixar assim cheio de reticências, que confesso doem, mas é melhor do que saber que não haverá mais linhas, que você virou um versinho rápido e sem o que contar. Cá estou eu, te encaixando nessas metáforas entre dissertar e amar.

Dizem por aí que escrever é se libertar, ou se entregar, mas confesso que muita das vezes não sou a pessoa presente nas minhas escritas, e dessa vez só dessa vez, queria me entregar sem medo de ter um final triste, só fechar os olhos e sentir o doce sabor de cada novo beijo. Não era pra ser sobre você, não era pra ser sobre o meu amontoado de incertezas, minha quase certeza, meu quase amor, você que quase consegue me fazer perder a vontade de escrever pra não sentir aquilo que tantos já me disseram que sinto. É um texto bobo, sobre alguém que não quer amar, como tantos que tem por aí perdidos, só mais uma junção de versos, momentos incertos, locuções, confusões, advérbios, medos, rimas e amor, ou um quase-amor.

Varias linhas, revelando o que por tanto escondi de mim mesma, escrever é mais fácil que dizer, embora queira ter coragem de lhe contar o quanto me faz sentir leve, o quanto tuas mãos são o encaixe perfeito das minhas, e dos segundos que conto para estar em seus braços. Já escrevi tanto talvez possa enfim revelar que desde aquela noite no meio de tanto barulho e instantes que não deveriam sair dali, cada palavra minha tem um pouco de ti, e "nós, amor e dor" está presente até em uma anotaçãozinha de um bloco qualquer, e acho que isso pode ser aquele tal gostar que tanto dizem. Esse é o primeiro texto que consigo terminar sobre você, só ainda não decidi se isso é bom ou ruim. Mais uma indecisão pra lista, que está enorme desde que apareceu na minha vida, e admito que estou gostando dessa aventura de nunca saber onde tudo isso vai dar, mas espero que no fim dê em uma pequena anotação perdida entre folhas e mais folhas "Amo você".

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


Comunicado importante: É amor.

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Se me dissessem que estaria escrevendo esse texto iria rir. Por que não era pra ser amor, quer dizer não era amor eram apenas duas pessoas que gostavam de ficar juntas. Então em uma daquelas tardes no escuro do teu quarto virou amor, e soube disso quando olhei em seus olhos e senti vontade de dizer o quanto gostava deles, notei que tinha um gostar mais significativo quando você me pediu para ficar e quase fiquei, joguei as broncas e o mundo pro alto, quando me abraçou e me senti parte de você. 

Mas e se fosse amor de um dono só, amor meu e não teu, mas em uma das tantas palavras sussurradas me mostrou que era amor de dois, um conjunto misturado nessa nossa falta de romantismo. Aqueles segredos nunca compartilhados, as trocas de olhares com medo de revelar o que havia toda a insegurança contra querer. 

Você mostrou suas ex-namoradas, me mostrou seu mundo onde anime era algo normal, eu te mostrei minha falta de jeito com as palavras e meu rosto vermelho de vergonha, me conheci em teus braços, me redescobri em cada sorriso teu, e suas mãos que eram o triplo das minhas se perdiam em meio ao meu cabelo e minhas mãos pequenas acariciavam teu rosto desenhando cada traço pra te guardar na memória, e a vontade de nunca sair daquele lugar. Era algo bonito, era nosso jeito desajeitado de dizer que estava dando certo, nosso único segredo conjunto marcado em cada parede. 

Você ria toda vez que eu caia e eu reclamava a cada segundo, meu desastre e sua risada combinavam e minha boca era par da sua. Seu cheiro ia comigo pra casa só para me lembrar de que havia uma parte tua os meus dias, cheiro misturado a cigarro e ao seu perfume forte, tudo para ser ruim e ainda sim era viciante. Pergunto-me o que seria de mim se você não tivesse aparecido naquela ultima sexta-feira de Junho, o que seria dos meus sorrisos e das minhas frustrações. 

domingo, 22 de julho de 2012


Chegou o fim, o nosso fim.

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Por favor se não for pra ser tira do meu coração, se o tempo não conseguiu nos mostrar o que é amar leva embora o que chamamos de amor, se não for pra ser bonito e só houver dor leva pra bem longe me faz esquecer que um dia já fez parte de mim, se no fim do caminho só houver arrependimento, poe um ponto final agora, se não trouxer sorrisos não me deixa perder tempo com as lagrimas, sei que no amor há sofrimento, mas depois de tantas magoas já não sei mais como chamar o que temos.

E hoje o que restou, são duas pessoas tentando acertar em cima de algo que não tem mais volta, não há como voltar atrás, pegar o relogio e voltar pras horas que palavras duras foram ditas, me calar e só te abraçar forte, querendo dizer que estou aqui ao seu lado, de voltar aos momentos e aproveitar não deixar nenhum olhar passar, nenhuma caricia, voltar o relógio para quando nosso amor trazia boas lembranças.

Saudade de quando o telefone avisava que tinha uma nova mensagem e era sua, saudade de escutar sua voz rouca de sono ao celular, saudade das nossas brigas bestas que sempre acabavam em beijos, saudade dos seus carinhos, saudade de quando nosso amor fazia bem aos dois e hoje fere, nos faz pensar no que estamos fazendo e por que teimamos se está estampado que não é mais nossa vez. Por que insistimos se saímos machucados, e que todo o afeto que havia está se acabando, ao ponto de te olhar e sintir um calafrio e me preparar pra proxima ferida que irá fazer.

Tentei por vezes que tudo voltasse a ser como era, que seu nome me trouxesse felicidade e seus braços me dessem conforto, mas chegou ao fim, acho que depois de tantos erros e desencontros chegou ao fim aquela vontade de estar com você, vontade de saber que era meu. Foi ocupada pelo medo que você acabe com o que resta de mim. Doí saber que terminou por que a magoa está superando o que diziamos que ia ser eterno.

Como explico a minha alma que está terminando, como digo ao coração que você não será mais o dono dele, como caminharei por aí sem seu toque, como dizer ao meu corpo que suas mãos nunca mais percorreram por ele, como me convencer que chegou ao fim. Como entender que mesmo que ainda haja sentimento, ele já não é mais forte para sustentar. Cansei de lutar contra os ponteiros do relógio, viramos dois estranhos, o nosso tempo se acabou. 

Sempre terá sua música preferida tocando na rádio para lembrar, aquele seu cheiro perdido nas minhas roupas... E acho que isso é um adeus, por que nunca escrevi para você, nem uma linha sequer e hoje me peguei relembrando cada segundo, me peguei perdida na nossa história e com uma vontade de chorar, de por pra fora, de te por pra fora do que disse que cuidaria bem, do meu coração.

Estou te deixando ir, por que depois de tantas sorrisos só restou o silêncio que nos diz que nosso amor também silenciou e tentar achar voz em meio a isso é só acumular mais dores e não quero que tudo termine assim, não quero que nossos erros acabem com que resta entre nós.

Isso é um adeus ao seu jeito de dizer que gostava da minha risada escandalosa, adeus a nós.

terça-feira, 10 de julho de 2012


Para sempre.

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Um dia irei acordar de manhã, passar a mão pela cama e encontrarei sua pele quente, me virarei e lá estará você dormindo, passarei a mão nos olhos pra ter certeza se é real, irei admirar como você dorme, sua respiração tranquila, seu corpo relaxado, irei te acordar por que como você diz adoro implicar contigo, e você abrirá aqueles olhos castanhos escuros que por tantas vezes desejei que olhassem só para mim.


Resmungará de como está com sono e direi como fica lindo depois de acordar, te darei um selinho e te mandarei escovar os dentes, você ira se remexer um pouco, fará uma daquelas suas carinhas de criança que quer colo e irá. Deitarei na cama e irei sorrir, estaria agradecendo baixinho por ter tudo dado certo, por cada lagrima ter valido a pena, que cada noite que passei te querendo ao meu lado, me tragam mais dez contigo, que cada dia longe de você me tragam mais 48 horas ao seu lado, que cada sorriso que tive que forçar, me traga risadas provocadas por você, que todas as vezes que disse “nem penso mais nele” me traga todos os dias você a meus pensamentos.


Tudo que fiz e que sofri irá valer a pena, por que depois de achar nós dois em cada frase de casais que se amaram desde a adolescência finalmente seria minha vez. Então levanto da cama e reclamo de como demora no banheiro e deixa tudo molhado você só irá rir e dizer “você reclama demais, minha pequena” e iniciaremos uma discussão boba de como você não se preocupa e como me preocupo demais que irá se encerrar com uma sessão de cosquinhas, como quando eramos mais novos. 


Iremos tomar café da manhã, com um delicioso bolo de chocolate e com meus sucos de soja como naqueles filmes que segundo você são enjoativos, mas que eu amo, nós iremos devorar tudo, por que você sabe da minha enorme fome matinal, passaria o tempo todo te contando de como você ronca e de como sempre caí em cima de mim durante a noite você irá dá um daqueles seus sorrisos que é capaz de iluminar o mundo todo e irá dizer que gosta de ficar pertinho de mim e de como eu uso cobertas demais, que não estava frio e que pareço um montinho ao seu lado, e direi que estava frio e que você que não sente graças a suas gordurinhas extras e assim será o café, brigas, provocações, piadas e todo nosso amor. 


Então passaríamos pela sala e teria aquela nossa primeira foto e enfeites sem jarro de flores e você  nunca me trará flores, porque sabe que elas me lembram enterro. Pegaria sua pasta e as chaves do carro, enquanto reclama por que estou demorando e logo após diria que valeu a pena. Botará aquelas suas músicas bregas e eu mudaria para aquela banda que gosto desde a adolescência, e você obvio não gosta, alias sempre desgostamos do que o outro gosta e talvez por isso tenhamos dado certo, aceitamos nossas diferenças e nos amamos assim mesmo. 


Me deixaria no serviço, me daria um beijo e diria que irá me buscar e pra mim não me engraçar com nenhum “colega bonitão de trabalho”, e eu direi pra você não olhar para aquelas mulheres que trabalham contigo, que usam maquiagem exagerada e saias curtas demais, você dirá aquela frase “sabe que não gosto de mulheres assim, afinal te escolhi e você não tem nada delas.” Dará a partida no carro e eu irei pro serviço e meus colegas de trabalhos, que não são de longe tão bonitos como você, me chamaram pelo meu sobrenome, que é o seu sobrenome já que eu sou sua, e levo seu amor, seus beijos e seu nome e eu me sentirei completa por que tudo que passamos realmente valeu a pena.

sábado, 30 de junho de 2012


Repleta de solidão

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Olho pros lados e encontro solidão, tento discar, mas não há pra quem ligar. As cores ficam confusas, as sensações se intensificam e tudo que resta é compreender que está vazio, que todos os dias falta algo, que procurar uma salvação já não é a solução, não há a quem recorrer, não há o que sentir só espaços vazios.

Passei tanto tempo fugindo de desilusões e sofrimento sem dar conta que estava me afundando neles, que a cada chance que evitava me afundava mais. Olhar pro alto e pedir ajuda não resolve, chorar não alivia, não tem por que temer, não há nada aqui dentro, a não ser cantos que preferi deixar solitarios, sem ocupações pra não doer, e ainda sim dói. Queria estar só e não ser magoada, acabei repleta de assuntos mal resolvidos e magoas mal escritas. O tempo me ensinou que não pode ficar se guardando do mundo, sofrer ensina, que tenho medo, de abrir a porta e deixar o vento me levar.

Quem dera que pudesse apagar esse vazio, que houvesse alguém pra descansar a cabeça, um abraço forte ao final do dia, que fosse capaz de me entregar. Fugi da vida, fugi de quem queria  pegar esse espaço e preencher, preferi continuar com os sentimentos que duram apenas uma noite, e no outro dia, estou livre de qualquer ressentimento. Mas já não é confortante olhar e não encontrar história, não ter motivos para dar sorrisos involuntários, não há felicidade, apenas um aeroporto que está fechado para novos voos e sempre aberto para decolagens e agora choro pelo que escolhi, não ser dona de um coração de partido. E hoje sou, dona de um coração vazio, que bate em ritmo igual, sem acelerar ou regressar apenas a mesma solidão.

Queria ser acolhida na imensidão, onde há um local amontoado de sentimentos, nada de vazios e cantos escuros. Só luz e preenchimento. O mundo está me pedindo pra ir lá e me arriscar, há chances de sair ferida, mas está na hora de deixar de ter medo e entregar. Ou acabarei  gritando e escutando eco, me mostrando que estou só por essas voltas conturbadas. E que solidão, faz mal há alma.

domingo, 24 de junho de 2012


Adeus.

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Minha mãe sempre me disse pra me manter afastada de tipos como você, segundo ela, eles provocam corações partidos e magoas “não acredite neles minha filha, eles nunca retornam suas ligações, somem por tempos e quando voltam só querem te usar” e está certa, mas nunca fui de escutar minha mãe, sempre fiquei com a parte do “eu te avisei”, mas não te escolhi por que queria confrontar, escolhi você por aquele teu sorriso de canto que me faz ficar com as pernas bambas e ele é malicioso, cheio de segundas e terceiras intenções, e o brilho dos teus olhos sempre revelam o que você não diz, quando se trata de você tudo tem outra verdade, outra coisa escondida e foi isso que me atraiu, você é incerto e intenso demais.

No começo era um desafio e não iria me apaixonar por que você é daqueles caras que as garotas usam pra esquecer outro ou pra uma noite e só, mas nunca fui boa em seguir regras, em andar na linha e você era esperto demais. Me ligava com aquela voz rouca, dizendo que precisava me ver, me envolvia nos teus braços sempre quentes, e tinha aquele beijo como eu nunca havia provado, seu gosto era tentador, você é como algo projetado pra viciar, você é uma droga e eu gostava das sensações, gostava de ser chamada de sua, gostava do seu senso de humor sarcástico e gostava quando você me pegava no colo, gostava de ter alguém pra recorrer quando o mundo lá fora complicava, mas era só um passatempo pra um sábado a noite, ou um domingo a tarde, era só um cara pra me fazer esquecer, era só um cara que pela primeira vez não iria me apegar, mas você me conhece faço tudo errado.

Um dia percebi que sentia falta das suas piadinhas sem graças e do seu jeito bruto, acho que foi nesse momento que percebi que algo estava começando a nascer dentro de mim, por que antes era saudade e agora era falta e acredite há diferença, saudade a gente preenche, saudade é saber que a pessoa vai voltar, e falta é medo de perder não havia motivos, mas senti medo de te perder, corri como uma garota assustada pros teus braços e fechei os olhos senti que ali era o meu lugar, essa era a hora que deveria ter me afastado, deveria ter escutado os conselhos da minha mãe, mas fui adiante por que não queria admitir que havia algo além de diversão entre nós dois.

Foi rápido demais, em um dia você era só um qualquer e no outro mês você era uma parte essencial, precisava da sua voz, precisava do seu jeito desajeitado de dizer que gostava de mim, joguei pro alto a teoria de que você era brincadeira e me envolvi, sem medo do que podia acontecer. Era como se finalmente tivesse encontrado meu pedacinho do mundo, mas então aprendi que contigo nada é certo, que por mais que gostasse de mim você tinha aquele jeito canalha, já era seu e estava errada em apostar minhas fichas e meu final feliz em você, por que compromisso nunca foi a sua, eu passei de brincadeira a relacionamento-sério-fixo-eterno, enquanto você ainda estava na brincadeira-do-sábado-a-noite e isso só poderia acabar em algo ruim. Dizia que me amava, mas tinha necessidade de provar outros toques.

 Eu queria algo sério, enquanto você queria só mais uma, sei que sentia algo por mim, a questão é que eu estava pedindo o mundo enquanto você só poderia dar um terço dele, confesso que apostei demais em um cara que ainda via desenhos animados. Você era o garoto criança, mas completamente cafajeste, acho que te assustei, então você precisou arranjar um modo de mostrar que não era dependente daquilo que tínhamos, parou de telefonar, de dizer que gostava, parou de correr atrás e por fim decidiu que voltaria aquela velha filosofia “sou de todas” e mesmo assim eu continuava ali, por que no fim você voltava pra mim, pros meus braços, no fim era nós dois e parecia que nenhuma magoa importava, você sabia que me tinha sempre ao seu lado então não precisava cuidar, ou se importar.

Só que por mais que gostasse dessa intensidade, cansa ficar esperando, cansa ficar lá em um cantinho aguardando você me procurar, por mais que ainda sentisse falta e quisesse te ter, meu orgulho falou mais alto, depois de meses reencontrei a parte de mim que prometeu que nunca iria ser submissa a um homem. Pus um ponto final nessas suas idas e vindas sem condições ou termos, era o fim do que tínhamos, havia cansado de chorar e acreditar que você iria ficar de uma vez por todas.

Doeu, passei dias largada na cama, chorando e querendo voltar a atrás, mas meu corpo dizia que voltar iria me fazer pior. Você chorou e disse que iria mudar, mas já havia escutado aquela promessa tantas outras vezes. Sumi do mapa, parei de frequentar aquelas festas, de ir nos mesmos bares, apaguei seu numero e mensagens e te exclui das minhas redes sociais, dei um tempo pra mim. Um amigo seu me contou que você ficou mal, mas acabou se acostumando com a ideia e voltou a sua vida de antes. É, eu realmente amava por dois.

Hoje, agora escrevendo esse texto, não estou totalmente recuperada e o amor não partiu. Tenho outro alguém, ele é do tipo que minhas amigas dizem pra segurar, por que é raro ou pode ser que ele me magoe também e que meu amor por ele nunca seja tão intenso quanto o meu amor por você, mas estava na hora de me dar uma nova chance. Estou escrevendo isso por que recebi sua mensagem “Seja hoje ou qualquer dia, você é minha estrela guia” uma parte da nossa musica… O que pensou, que com uma simples mensagem iria me ter nas mãos? Não mesmo.

No dia que nos reencontramos e você disse que aprendeu o valor que eu tinha, senti que a vida realmente da voltas e as coisas mudam, antes seria eu correndo atrás, hoje é você vindo atrás e ganhando uma porta fechada, sem nenhuma abertura pra você entrar e se acomodar . Não me arrependi de ter te amado e nem deixei de amar, só descobri que você era clichê demais e que se encaixa naquela frase "perder, pra dá valor", teve sua chance de ser eterno pra mim e desperdiçou e agora há outro dando valor, pra não perder.

Talvez o beijo dele não seja tão bom quanto o seu, ou que ele não saiba me fazer sorrir que nem você fazia, mas ele me cuida e nos braços dele me sinto segura, como há muito não era nos seus. E saiba que estou escrevendo sobre o que tivemos, o que fomos e o que vivemos, por que sinto que de uma vez por todas estou te deixando ir da minha vida, e talvez do meu coração. Adeus.